A pedra e o tijolo
Estou dentro
Da cidade
Contaminando a normalidade pobre
De suas marionetes.
Mas, a cidade não está em mim,
Estou isolado de sua doença social,
Não sou gado comendo sal,
Sou vacinado,
Pedra angular
Inútil ao muro
Pronto a ser lançado
No telhado de vidro
Romper calado
Num estrondo ensurdecedor
E, repousar nos cacos,
Sólido,
Vingado.
Aos poucos,
Ao tempo,
Despedaçado. . .
Em partes inexatas,
Igualmente caladas,
Igualmente letais.
Igualmente letais.
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