domingo, 5 de abril de 2009

caos

Antes de tudo, viver.

Negro;
Porque negro é o chão,
A terra, o ladrão.

Denso e desço
Pois penso.
Nisto consiste um problema
Problema de era tal
Sobrevivo por amor
Derivativo do caos
A q sou submetido

Pouca luz;
Dá-se quando abro os olhos
(pra não ver)

Ah! A pintura abstrata?
É pura mentira (ou ilusão)
Pois retrata um absurdo imediato
Mesmo que baleado.
Mas, seu grito é agonizante...
E, nos tornamos todos velhos...

Ah!O estilo.
Bem...
Não escolho mortalha não.
Vai qualquer coisa oportuna.
Por alguns instantes
Ou infinitamente no q passa.

Sou tão normal
Quanto público
Não tenho valia
Sou qualquer peça fria

Mas, a adaptação é dolorida;
Como a dor de uma era esquecida

De gosto discutível;
Sim.
Mas, não discuta o coração;
Escuta o coração
Coragem irmão!

Há quem julgue tudo inútil,
Tudo que já não parece útil

Há quem julgue tudo
Até a validade de alguma coisinha
Como a vida ou outro cigarro.

Excesso de comunicação;
Mas, no fundo (dos outros...);
É só uma brincadeira
No fundo é refresco.

Inacessível;
Como deus cuspido

Codificado;
Como camaleão escaldado
Em água colorida.

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