Pausa pra almoço nu
Na firma física, sem licença...
De vender sal no mar morto
De cá, do terceiro mundo.
Algum árabe brincando de sabotar cidades
Um kamikaze, um cangaceiro;
Dois repentistas se lascando em desafio,
Pelas migalhas de um bar.
O guarda comendo coxinha a engordar
Uns ladrões jovens e ágeis, esguios sem piscar.
O ágil do sistema financeiro
A manufatura de um mundo intacto,
Quase exato, no altar da tv.
Um cadáver encomendado,
Os paramilitares, os latifundiários,
Os coronéis, os cascavéis,
As botas de animais,
A favela, a linha 743,
O gabiru, os bebezões americanos,
A erva condenada,
Proibida, liberada,
Sei lá!
Uma consulta de dez dólares
Pra anfetaminas...
Faixa preta muquiada na drogaria da esquina.
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