domingo, 5 de abril de 2009

Pausa pra almoço nu
Na firma física, sem licença...
De vender sal no mar morto
De cá, do terceiro mundo.

Algum árabe brincando de sabotar cidades
Um kamikaze, um cangaceiro;
Dois repentistas se lascando em desafio,
Pelas migalhas de um bar.

O guarda comendo coxinha a engordar
Uns ladrões jovens e ágeis, esguios sem piscar.
O ágil do sistema financeiro
A manufatura de um mundo intacto,
Quase exato, no altar da tv.

Um cadáver encomendado,
Os paramilitares, os latifundiários,
Os coronéis, os cascavéis,
As botas de animais,
A favela, a linha 743,
O gabiru, os bebezões americanos,
A erva condenada,
Proibida, liberada,
Sei lá!
Uma consulta de dez dólares
Pra anfetaminas...
Faixa preta muquiada na drogaria da esquina.

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