domingo, 5 de abril de 2009

O cerco



A cidade sinistra me cercou
Eu tava pronto pra morrer...
Talvez por isso sobrevivi.

A mais de um
A mais de uma tentativa
Dessa porca comandita
De putos mal mandados,
Sem culhões, antiquados,
Lentos, desclassificados.

O sistema então
encurralado
Numa caçada interminável
Decretando finados,
Como Cristo, ressuscitados
Das cruzes nos bairros,
De negros cangaçados


Acordando homem, crivado de honra,
Mortífero de tão vivo
Filho de ogum com a santa da morte,
Intransponível. . .
Com olhos de serpente,
E pele de camaleão.
Incrível lampião das treze mortes.


A munição criou abstratos
E seu objetivo imaculado
Foi inexato e perdoado

Como o anjo de guarda
Que dei folga,
No dia de finados.

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