Gregor salsa.
A cidade hoje é uma quimera
Pra turista ver.
Chegou a ponto de ser pré-determinado
Só a este fim mesmo.
Assim; na cara de pau...
Como se a cidade fosse feita
De alguma igreja velha,
De alguma queda d’água,
De algum barzinho...
Ou dessas pessoas que não vivem nela;
Os tais turistas.(que pagam ingresso).
É como se o mal estar
Dessa mentira coletiva,
Não tivesse na cara das pessoas,
Da gente da cidade,
Da gente.
Que deselegância vergonhosa!
A fome, a exclusão, a tatuagem de nanquim, a falta de dentes, denunciam a todos.
Não só a esses espectros quase humanos
Que são os seus cidadãos.
Algumas cidades crescem
Como câncer
Alguns cidadãos crescem
Como baratas.
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