Gente de expressão II
(impagáveis situações de porta-vozes gagos)
Odiado;
O apagão da cultura de uma época.
O dono do emprego.
O dinossauro careta que ecupou lugares.
O asno mavioso
Tem várias fontes de renda
Aposentadorias e empregos
(cabides; lugares pra peidar e mofar)...
Enquanto jovens desempregados,
Negros; de tão excluídos;
Rastejam sua dignidade
Na senzala suburbana da cidade.
Enquanto isso,
O crime alista,
Divide empregos,
Engloba,
Propõe,
E é sério jogador...
Hediondo é o gerador dessa desgraça,
Essa panela sem alça,
E o ocupante dessa palhoça.
A consciência corrompida
A ameaça do herbívoro devorador
Que atrela a si
Uma geração inteira de talentos
Que interrompe o ciclo natural
Que ocupa os espaços públicos
Com ócio e com cansaço.
E cobra com a imoralidade vulgar
A morte desse “cangaço”.
No que se transformou a luta
Dos verdadeiros homens;
Exilados numa província
Ridícula e decadente.
Nesse ouro de tolo
Na serpente do engodo
Nesse gordinho burguês
Deselegante e inanimado.
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