Cocaine too
As pálpebras queimam e tentam adiar o
Dia q é noite densa. . .
A pele de lobo salgada e fria,
O último sonho (penúltima dança)
q ricocheteia entre
Rascunhos de solidões.
Em estrada esmagada
Por caminhões descarregados
Como armas de brinquedo
Como tuas mentiras,
Como meus medos,
Como os planos perfeitos,
Como o tempo escapando por entre os dedos. .
Desse ar rarefeito,
Buracos negros. . .
Como a teimosia do amor
Quase suicida,
Como venda
Ou cegueira,
Por gosto adquirida.
Ah, vida,
O agora,
Esta nódoa implacável,
Sorri com tanta violência,
Um sorriso atômico,
Cancerígeno.
Alterno apenas com o mínimo de antídoto. . .
O nada,
Você,
À noite. . .
O beijo,
A mortalha,
O cais,
A navalha.
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