domingo, 5 de abril de 2009

Panelinha ou alçapão?

Dedico aos nossos “amigos” covardes e medíocres.




Esta diante dos olhos uma memorabília surreal...

Desço a escada da vergonha, nos porões do artista burguês,

Escarro na taça de cristal, $
(o podium de vocês)

Aqui, nessa nobre exposição, vejo quadros;

Os retratos mascarados de artistas provincianos educados

Sustentados pela covardia do passar dos anus.

Meus amigos. . .
Vossos quadros são a vergonha dos dias,
Vossas faces falsas derretem nessa galeria.

Hoje, é a diversão das hordas da Cidade, é presença brilhante nos encontros.
Sociais, nos videokes, nos jornalecos estúpidos e medonhos.
-es patrimônio emergente da cidade,
Cidade, cumplicidade.

Amigos vocês são uma constelação de estrelas apagadas. . .

Caetano viu Corisco?
Com suas patentes e hereditariedades. . .

Amigos, seu rabo tem preço, e já foi negociado.

Hoje, ES cidadão emérito e respeitável, tens emprego e carro financiado,

Um passado moribundo, um papel no mundo, e..
Passos marcados.

Siga pro teu quarto,
As ruas estão em chamas,
Mas,
Tens ar condicionado.

Quanto a Mim? . .
Coitado!. . .

Não sou bem sucedido,
Não tenho respaldo,
Sou ate bandido,
Num subúrbio confinado.

Mas, não esqueço de onde e porque vim. . .

“Não sou patrimônio de um estado.”
De um ser mofino e acabado.




Meus pêsames,
Covarde finado.

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