Panelinha ou alçapão?
Dedico aos nossos “amigos” covardes e medíocres.
Esta diante dos olhos uma memorabília surreal...
Desço a escada da vergonha, nos porões do artista burguês,
Escarro na taça de cristal, $
(o podium de vocês)
Aqui, nessa nobre exposição, vejo quadros;
Os retratos mascarados de artistas provincianos educados
Sustentados pela covardia do passar dos anus.
Meus amigos. . .
Vossos quadros são a vergonha dos dias,
Vossas faces falsas derretem nessa galeria.
Hoje, é a diversão das hordas da Cidade, é presença brilhante nos encontros.
Sociais, nos videokes, nos jornalecos estúpidos e medonhos.
-es patrimônio emergente da cidade,
Cidade, cumplicidade.
Amigos vocês são uma constelação de estrelas apagadas. . .
Caetano viu Corisco?
Com suas patentes e hereditariedades. . .
Amigos, seu rabo tem preço, e já foi negociado.
Hoje, ES cidadão emérito e respeitável, tens emprego e carro financiado,
Um passado moribundo, um papel no mundo, e..
Passos marcados.
Siga pro teu quarto,
As ruas estão em chamas,
Mas,
Tens ar condicionado.
Quanto a Mim? . .
Coitado!. . .
Não sou bem sucedido,
Não tenho respaldo,
Sou ate bandido,
Num subúrbio confinado.
Mas, não esqueço de onde e porque vim. . .
“Não sou patrimônio de um estado.”
De um ser mofino e acabado.
Meus pêsames,
Covarde finado.
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