Pairei sobre a cidade pesadelo
No desatino deste céu ao meio-dia
Em picos de arranha céu
Ou na sétima torre da catedral
Pirei sob a raia do sossego
Sou o antídoto nesse sol a meia noite
Com sete tintas vagabundas
Esses muros de fibra ótica...
Pintei na minha cela
O delírio, a mazela;
Claustrofóbica liberdade
Asas de cera, complexidade.
Há tempos adio essa dor
Tardando a paz, a solitude.
Há tempos brinco de deus
E conserto o destino
Ao meu próprio desatino
Sei q mentimos
Sei desde o início
E depois do início
Também sei o que virá...
O mel está amargo
A noite está fria
Meu coração está bêbado
A boca; dorida, muda.
Quando a traição se tornar ato
E o pensamento claro, exato.
O tempo impagável e perdido
Uma Cassandra no teu olhar...
Um adiamento no meu vigiar
Suplantado um dia
Por ausência
Ou cansaço
E,
Afinal;
O fim.
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