domingo, 5 de abril de 2009

Pairei sobre a cidade pesadelo
No desatino deste céu ao meio-dia
Em picos de arranha céu
Ou na sétima torre da catedral

Pirei sob a raia do sossego
Sou o antídoto nesse sol a meia noite
Com sete tintas vagabundas
Esses muros de fibra ótica...

Pintei na minha cela
O delírio, a mazela;
Claustrofóbica liberdade
Asas de cera, complexidade.

Há tempos adio essa dor
Tardando a paz, a solitude.
Há tempos brinco de deus
E conserto o destino
Ao meu próprio desatino

Sei q mentimos
Sei desde o início
E depois do início
Também sei o que virá...

O mel está amargo
A noite está fria
Meu coração está bêbado
A boca; dorida, muda.

Quando a traição se tornar ato

E o pensamento claro, exato.

O tempo impagável e perdido
Uma Cassandra no teu olhar...
Um adiamento no meu vigiar
Suplantado um dia

Por ausência
Ou cansaço

E,
Afinal;
O fim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário